A Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos divulgou na noite da sexta-feira, 3, que as tarifas do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitano serão reajustadas a partir do próximo domingo, 12 de fevereiro.
Os atuais R$ 2,90 sobem para R$ 3,00, reajuste de 3,45%. Em nota à imprensa, a secretaria enfatizou que o reajuste é menor que dois índices de referência de inflação: o IPCA (Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo), que nos últimos 12 meses cresceu 6,5; e o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que no mesmo período teve incremento de 5,34%.
A justificativa dada para o aumento foi a necessidade manutenção do equilíbrio financeiro. “Entre fevereiro de 2011 e fevereiro de 2012, o Metrô e a CPTM tiveram elevados todos os seus custos (salários, eletricidade e todos os insumos para operação e manutenção do sistema)”, informa a nota da secretaria.
Haverá também reajuste na tarifa do bilhete único integrado, que passa de R$ 4,49 para R$ 4,65, reajuste de 3,56%. No entanto, a tarifa do bilhete do Madrugador Exclusivo seguirá no valor de R$ 2,50. Ele vale das 4h40 às 6h15, no Metrô, e das 4h às 5h35 na CPTM.
Houve ainda reajuste nas tarifas dos ônibus intermunicipais da Grande São Paulo, Região Metropolitana de Campinas e da Baixada Santista. Os aumentos, a cargo da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), serão feitos conforme o trecho percorrido pelos usuários.
Em 10 meses, reajuste equivale a 3 dias de viagens no preço antigo
Com base nos valores atuais das passagens de trens e metrô e da tarifa municipal de ônibus em São Paulo, R$ 3,00, o Site Cantareira calculou o quanto o trabalhador gastará a mais com o reajuste.
Entre março e dezembro de 2012 há 218 dias úteis, considerando a semana de trabalho de segunda a sexta-feira. Com a tarifa de R$ 2,90, um trabalhador que utilizasse um ônibus e um metrô para ir ao trabalho e usasse dos mesmos meios para voltar para casa, gastaria ao final do R$ 2.572,40, com a nova tarifa, esse valor salta para R$ 2.616, gasto adicional de R$ 43,60.
Com R$ 43,60 na tarifação de R$ 2,90, esse mesmo trabalhador iria e voltaria do trabalho por três dias e teria dinheiro para ir ao local de trabalho no quarto dia, restando R$ 2,30 “para o cafezinho”.
Apesar das justificativas do governo do Estado para o aumento, em recente pesquisa da ONG Nossa São Paulo, a pesquisa Indicadores de Referência do Bem-Estar do Município (IRBEM), 77% dos entrevistados deram notas de 1 a 5 para a satisfação com o custo das tarifas de transporte na cidade de São Paulo, e a média de satisfação, em uma escala de zero a dez, alcançou o índice de 3,8.





